Para deputado federal, a grande disputa estava anunciada. Em virtude da diminuição de candidatos e da homogeneidade dos votos vindos de outras campanhas, era grande a expectativa.
A surpresa negativa para mim foi a votação da deputada Fátima Bezerra em Upanema. Fátima tem trabalho em nossa cidade e merecia mais votos. Não sei o que houve dentro da campanha do PT no município para que a deputada tivesse uma votação de apenas 273 votos. As más línguas dizem que não passa disso a votação do PT de Upanema e que sempre superestimam os votos do partido em nosso município. Para tomar por base, na campanha de 2006 a deputada teve 334 votos. Tirem suas conclusões.
Adenúbio Melo foi a aposta do grupo de Carlinhos Garcia, irmão do vereador Nonato Garcia. Se Nonato e Carlinhos deram 876 votos a Jácome, faltou cerca de 200 para Adenúbio, que tirou 651. A explicação desses 200 votos pode estar na migração para João Maia, candidato apoiado por Nonato. Portanto, a capacidade de transferência de votos de Nonato para João Maia pode ser discutível. Ou seja, Nonato só deu 225 votos a João Maia?
O favoritismo era todo pra o candidato João Maia. Que contava com o apoio de Luis Jairo, Nonato Garcia, Gineton Costa e Adelcina Barbosa. Em 2006 o candidato apoiado por Luis Jairo e Valério Augusto foi Betinho Rosado. Ele obteve 1.558 votos em Upanema. A expectativa para esse ano, em virtude dos apoios, do inve$timento e da propaganda de que João era o pai da BR, a maioria esperava o primeiro lugar disparado nas urnas. Engano. Os apoios não apoiaram, o inve$timento não chegou ao povo e a propaganda soou como enganosa, já que a BR continua com sempre esteve. Resultado: terceiro lugar nas urnas, com 1.421 votos.
Não esperada também foi a votação da candidata Sandra Rosado. A casa dos dois mil votos era o esperado, pois conversei com fontes de dentro da campanha da deputada aqui em Upanema e eles afirmavam isso. E era até compreensível, devido ao grande número de lideranças apoiando a deputada, como Anísio Jr., Céliton Luiz, Shirley Costa, Neném do Cabano, Elzimar Carvalho, entre outros. O trabalho em prol da deputada foi intenso desde os primeiros dias da campanha. Da articulação em torno das lideranças, do inve$timento, da propaganda e estrutura até a visita casa/casa foi feito de forma mais aguda que os demais candidatos. Os 1.709 votos não foram suficientes para alcançar o primeiro lugar e o pior para ALGUNS integrantes do grupo, foi ver que Henrique superou a candidata, já que o objetivo maior era derrubar o candidato da prefeita.
A grande surpresa para muitos, foi a grande votação de Henrique, candidato apoiado por Maristela, Dárcio, Monthalgan e o VOTO de Jorge Luiz. Era a grande incógnita saber se em menos de dois anos de mandato, com um racha no grupo e uma cirurgia na reta final da campanha, o candidato da prefeita conseguiria sair-se bem nas urnas. Os números deram a resposta em alto e bom som. A prefeita já dispõe de musculatura eleitoral suficiente para se impor na política local. Os 1.788 votos dados ao deputado Henrique são indiscutivelmente força da prefeita.
NA MINHA OPINIÃO BONS COMENTÁRIOS SEM PAIXÃO. AGORA NA ANÁLISE PRA ESTADUAL QUANDO O DA PREFEITA PERDE PRA O CANDIDATO DR. LEONARDO, VOCÊ DIZ NO FINAL O SEGUINTE:
ResponderExcluir"A pulverização dos votos para deputado estadual mostrou que houve igualdade de forças entre as correntes da situação e decréscimo de votos na oposição".
PORQUE VOCÊ NÃO USOU A MESMA TEORIA QUANDO O CANDIDATO DE CELHINHO PERDE PRA HENRIQUE ALVES NA DISPUTA FEDERAL? DOIS PESOS DUAS MEDIDAS.