RADIO SABORES DA SERRA

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26 de janeiro de 2013

Carnaval é investimento

Olha meus amigos...
O camarada ser contra o carnaval, ser contra o investimento público na festa mais popular do município, tudo bem. Direito dele. Agora dizer que o carnaval é um gasto, eu não aceito e provo que não é. Mas, antes disso,  gostaria de dar uma explicação pra maioria dos leitores sobre como ocorria o planejamento do carnaval nos últimos 10 anos. Nunca, nunquinha, impusemos ou pelo menos exigimos do prefeito Jorge Luiz nem da prefeita Maristela a realização do carnaval. Por um simples motivo: quem era o prefeito(a) eram eles, portanto eram eles que sabiam se tinham condições ou não e qual o tamanho do carnaval. Tivemos grandes investimentos, pequenos investimemtos, mas sempre tivemos carnaval. Considero essa inconstância prejudicial ao carnaval e as finanças, pois a cada pequeno carnaval fazia-se necessário um maior no ano seguinte. Mas, na maoiria das vezes a queda na arrecadação era a explicação. Informamos também que teve anos em que foram contratadas empresas terceirizadas e em outros não. Num ano de carnaval no começo de fevereiro, como esse ano, o planejamento começava em dezembro. Eram feitos dezenas de orçamentos e na maoria das vezes cortes e mais cortes.

Pois bem. Feitas as explicações, gostaria que os senhores fizessem um exercício de imaginação. Imaginemos que a PMU investisse 200 mil no carnaval desse ano. Tomando por base a consolidação do carnaval de Upanema, aproxidamente 5.000 pessoas brincam diariamente a nossa festa. Suponhamos que esse povo esteja "liso batendo" e gaste apenas R$ 10,00 por dia. Multipliquemos 5.000 lisos vezes R$ 10,00 = R$ 50.000,00 por dia. Vezes 4 dias = R$ 200.000,00. Estão fora aí os aluguéis de casa, ISS das bandas e prestadores de serviço.

Portanto, está mais do que claro que o carnaval de Upanema não é gasto, é investimento. Ser contra é uma coisa, dizer que é gasto tá errado.

Agora, em administração é evidente que o gestor é quem da prioridade aos investimentos. No caso de Upanema está claro que o carnaval está em segundo plano, apesar de termos uma gravação do horário eleitoral dizendo o contrário.

25 de janeiro de 2013

Eu também sabia

O prefeito de Upanema concedeu entrevista a TV Mossoro/FM 93  ontem. O prefeito confirmou o que o nosso blog já antecipava, ou seja, dificilmente teríamos carnaval público em nossa cidade. A desculpa do prefeito foi a situação financeira em que encontrou o município e o decreto de emergência. O prefeito não pareceu confortável para dar a funesta notícia do fim do carnaval de Upanema e parecia mais perdido que cego em tiroteio.

Mas, queria parabenizar o prefeito pela desculpa de botar culpa na gestão anterior. Foi a menos ruim que ele podia encontrar, apesar de malhada. Botar culpa no gestor passado é reascender a fogueira política eleitoral e jogar pra plateia, ou seja, dizer algo que o seu grupo queria ouvir, mesmo que não seja verdade. Só tem um detalhe... Ele esqueceu de dizer se pagou essas dívidas de Maristela, pois a Lei de Responsabilidade Fiscal não permite que gestão anterior deixe dívidas pra próxima gestão. Se ele pagou dívidas de Maristela, ajudou a prefeita a não responder por improbidade administrativa entre outros possíveis crimes. Mas, como a gente não é menino, sabe que ele vai pagar o repasse do sindicato e o resto se quiser receber bote na Justiça (com toda razão, pois a dívida não é dele). Portanto, não convence a quem tem o mínimo de juízo essa história de falta de dinheiro. Dívidas serão negociadas, outras correrão na Justiça e talvez sejam pagas daqui a uns quatro anos ou mais. Essa é a verdade!

Com relação a dizer que não vai fazer o carnaval pois custa R$ 400 mil, é outra conversa pra boi dormir. Prefeito, os custos pra se fazer um carnaval não são tabelados nem fixos. Já tivemos carnaval com uma banda trepada numa F4000 durante os quatro dias, mas teve. Se não dá pra fazer com 400 mil, diminua, use a criatividade, só não venha com história de que não tem dinheiro. A atual administração entrou agora e já ta com essa conversa de não tem dinheiro. Estranho. Dinheiro tem, agora se o destino é outro...

Disse também que não ia fazer o carnaval por causa da seca, do decreto de emergência. Ora meus amigos... Essa é a pior de todas. Mas é também uma das mais elogiadas nas redes sociais. Eu desafio que um desses defensores dessa desculpa me mostre uma letra escrita em defesa de nossos agricultores, da ajuda financeira ou a apresentação de projetos para o homem do campo que sofre com a seca a mais de um ano, mas parece que só agora, no carnaval, descobriram a seca. Não sabem nem onde fica o Assentamento Dutra (nem como se escreve) e querem posar de defensores dos agricultores. Hipócritas!

Quer dizer que os 400 mil que não vão gastar no carnaval vão ser investidos no combate a seca? Alô agricultores do Nordeste, venham pra Upanema, aqui você consegue escapar o seu gado. Merece até o Fantástico.

A verdade é que a atual gestão não tinha vontade política de fazer o carnaval. Simples. As desculpas são para cumprir tabela e alimentar a fogueira da rivalidade política.

Só sei de uma coisa: eu também sabia.

17 de janeiro de 2013

Carnaval: permanece a dúvida

Muita gente e leitores me perguntando sobre o carnaval de Upanema. Olha, até onde sabemos, um ofício foi entregue hoje ao promotor de justiça de Upanema. O conteúdo do mesmo, prefiro não comentar pois prometi dar um crédito de tempo aos possíveis erros da atual administração. Entre outras coisas, o ofício "consulta" o MP sobre a possibilidade de se fazer ou não o carnaval.

Interessante é que hoje é 17 de janeiro e só agora vão fazer essa consulta que eu e toda população de Upanema já sabe a resposta. É bom lembrar que o promotor já tinha antecipado essa questão em dezembro. "Cuidado para não saírem dizendo que não vai ter carnaval por minha causa", disse Dr. Clayton Barreto. O MP é contra a realização do carnaval em virtude da existência de um decreto de estado de calamidade no município.

Portanto, se tivermos carnaval será só pra dizer que não teve. Donos de bares, pousadas, taxistas, blocos, comércio em geral e conterrâneos ausentes não se animem. Infelizmente. Espero estar errado de verdade.