A administração “vida digna para alguns” tem demonstrado que
não tem competência para administrar Upanema, pois não tem gente com capacidade
para isso. Os poucos que o prefeito ver mostrando algum trabalho de futuro, que
não seja levar e trazer fuxico são das antigas gestões. Já coloquei aqui os
exemplos. Quando não são bacuraus convertidos – não sei até quando – são importados
de outras cidades. Os bicudos que sofreram doze anos: tome lapada.
O assunto de hoje é mais ou menos parecido com esse citado
acima. É que eu já prestei atenção, mas nunca tinha me lembrado de comentar. Nas
gestões passadas, os prefeitos de Upanema adotaram uma linha política elogiável.
Declaravam apoio aos parlamentares em troca de emendas para o município. Nélio
Dias, Garibaldi Filho, Henrique Alves, Fátima Bezerra e Sandra Rosado, são exemplos
de parlamentares que colocaram emendas vultosas em benefício de Upanema. Para
administrar, agilizar, além de acompanhar os trâmites burocráticos em Brasília para liberação das emendas, os prefeitos mantinham uma rede de contatos. Jorge
Luiz trabalhava diretamente com os assessores e os próprios parlamentares. Ligações
telefônicas, visitas a ministérios e órgãos no estado eram constantes. Com Maristela
não era diferente. Além do seu papel direto, a prefeita nomeou um funcionário
municipal para acompanhar toda a burocracia em Brasília. Tava faltando um
documento? O funcionário ligava pra o assessor ou a prefeita era informada e
ligava para o parlamentar para tentar resolver a pendência. Perdi a
conta das vezes que vi o funcionário ligando para o assessor da deputada Fátima
para resolver pendências no Ministério da Educação. O assessor tinha interesse,
pois a liberação dos recursos era interesse eleitoral para Fátima. Era assim
que funcionava. Todo mundo tinha interesse.
O que eu tô querendo dizer com isso é que as gestões passadas
são responsáveis por conseguir a maior quantidade de recursos federais da
história de Upanema.
Aí a gestão atual faz diferente. Contrata um escritório em
Brasília, a peso de ouro. A contratação está no Diário Oficial. O resultado
deveria ter sido uma enxurrada de emendas para o município. Mas, não é que
vimos até agora. Anunciaram milhões de reais em emendas que até hoje não
chegaram. As obras e ações da atual administração são em sua grande maioria, da
gestão Maristela. Sinal que o escritório em Brasília está devagar e não tá
pagando a água que bebe, pois já faz quase um ano e meio.
Como se explica essa mudança na concepção de trabalho?
Jorge
e Maristela tinham força política, pois como já disse: os votos eram em troca de
emendas para o povo. Já essa administração eu não sei, pois não faço parte
dela. Precisa de um escritório para acompanhar os processos dos seus próprios
parlamentares? Sinal de fraqueza política ou tem algo que não sabemos!

