Nem o
bacurau mais apaixonado poderia prever que o desastre administrativo dessa
gestão pudesse ocorrer tão rápido. Particularmente, sabia que teríamos uma péssima
gestão, em virtude da incapacidade de gerir do prefeito, aliada a um grupo de
pessoas que só levam o tempo em querer fazer picuinha. O grupo que quer o bem
do município é isolado, sem voz, escanteado. É abafado por um grupo familiar
que é avesso a críticas e trata logo de demonstrar que elas não ganharão pontos
com as mesmas.
Então, não
tinha segredo: o desastre era anunciado. Mas, o povo preferiu pagar pra ver,
outros preferiram dar uma resposta a ex-prefeita Maristela e deram um voto de
protesto. Hoje, vê-se que o cenário caminha para o destronamento do prefeito. Não
é uma questão de suposição ou desejo, é o que vemos nas ruas. O prefeito não
tem aceitação popular, você não ver ninguém defendê-lo além dos tradicionais
bajuladores. Nem mesmo os cargos comissionados defendem o mesmo com o vigor que
acontecia na época de Jorge Luiz, por exemplo. Aliás, comparar essa
administração com a de Jorge Luiz é covardia.
Famílias,
lideranças, eleitores, estão se juntando em uma só voz: não votamos mais em
Luiz Jairo. Esse é o coro que ecoa pelas ruas da cidade e do campo. A insatisfação
de quem votou e não está vendo a tão sonhada mudança, está se transformando em
indignação, direcionada a tirar do poder quem pediu uma chance e até agora nada
fez.
Os
ex-eleitores de Luiz Jairo estão se somando aos tradicionais opositores e cada
dia mais fortalecem a oposição. O objetivo é um só: voltar a colocar Upanema na
rota do crescimento, do avanço. Para isso, é preciso derrotar o prefeito que
pediu uma chance e não está honrando a mesma. Esse pensamento é de pessoas
cultas, estudantes, agricultores, professores, pessoas humildes, todos estão vendo
que é preciso fazer o que sempre foi feito em Upanema: se não tá prestando,
muda-se!
A cidade, a
zona rural, os conterrâneos ausentes de Natal, Mossoró, esperam ansiosamente a
presença do prefeito em suas casas. Depois de quatro anos, ele deverá aparecer
para pedir voto, ao lado de algum mestre dos magos, porque sozinho todo mundo
sabe que o prefeito não pede voto. Tem que ter algum pajé, algum cacique pra
dizer o nome da pessoa, da família, pois o prefeito não conhece. Também, temos
que entender que o mesmo só visita sua casa de quatro em quatro anos, é muito
tempo para lembrar.
Essa é uma
constatação de momento. É claro que recebemos com muita satisfação os
comentários contrários. Não somos dono da verdade. Mas, esse sentimento é
compartilhado por muitos que votaram no prefeito e estão vendo que Upanema não
está no caminho certo. Estão vendo a realidade sem paixão política.


